sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Mata Atlântica teve área regenerada equivalente ao tamanho de São Paulo

Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma.
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta data avaliação inédita da regeneração da Mata Atlântica. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que monitora a distribuição espacial do bioma, identificou a regeneração de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km², entre 1985 e 2015, em nove dos 17 estados do bioma. A área corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de São Paulo.
Segundo os dados do Atlas, Paraná foi o estado que apresentou mais áreas regeneradas no período avaliado, num total de 75.612 ha, seguido de Minas Gerais (59.850 ha), Santa Catarina (24.964 ha), São Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha).
Confira na tabela abaixo a regeneração ocorrida nos nove estados avaliados:
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O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas.
Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero: “Agora, o desafio é recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, observa Marcia.
Ao longo da história, a ONG foi responsável pelo plantio de 36 milhões de mudas de árvores nativas espalhadas pelo país, especialmente nas áreas de preservação permanente, no entorno de nascentes e margem de rios produtores de água, além de restaurar uma área em Itu, uma antiga fazenda de café, que hoje é destinada para atividades relacionadas a questões de conservação dos recursos naturais e restauração florestal.
“Durante o monitoramento, constatou-se a existência de outras áreas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos estágios intermediários de regeneração, áreas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos”, esclare Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.
Este estudo foi realizado com o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan. A análise se baseia em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8. O Atlas utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para monitorar remanescentes florestais acima de 3 ha.
Confira o mapa das áreas regeneradas:
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Fonte: ciclovivo.com.br


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Futuro da construção civil: concreto inflável


Pesquisadores da  TU Wein University foram capazes de desenvolver um novo sistema para criar uma estrutura de concreto inflável com muito menos recursos do que se possa imaginar.
 
O uso de concreto deriva de milhares de anos, desde as antigas civilizações. Sua utilidade resistiu ao teste do tempo e provou-se digna como um componente integral da construção moderna.

O concreto não pode suportar flexão uma vez que está endurecido. Construções atuais envolvendo concreto, dependem de estruturas de madeira e outros sistemas de apoio para conter o concreto durante o processo de cura. O processo é excelente para a construção de estruturas verticais, no entanto, nem todos os edifícios são assim.
Uma boa notícia é que os pesquisadores da TU Wein University desenvolveram agora um método para inflar concreto já endurecido em cúpulas curvas.

Como funciona?
O processo denominado “Formação Pneumática de Concreto Endurecido (PFHC)” foi inventado pelo Dr. Benjamin Kromoser e Prof. Johann Kollegger no Instituto de Engenharia Estrutural. A ideia é notavelmente simples, contudo eficaz; coloque uma almofada de ar embaixo e apoie-a com sistema de tendão de pós-tensão para transformar uma laje de concreto plana em uma concha de concreto curvo. O processo elimina a necessidade de quantidades excessivas de mão-de-obra e material, resultando em reduções significativas no custo das construções.

Múltiplas cunhas em forma de placas de concreto são lançadas sobre uma superfície plana. Uma vez que o concreto é curado uma almofada de ar é colocada por baixo é o mesmo é inflado. Os tendões de pós-tensionamento circundam toda a superfície e adicionam tensão para evitar que as lajes deslizem.
O método simplista, porém eficaz dará aos engenheiros e arquitetos uma liberdade sem precedentes para elevar-se a edifícios altamente eficientes. Enquanto o protótipo estava em uma escala relativamente pequena, os pesquisadores planejam construir edifícios muito maiores.

O método de construção inflável é susceptível em grandes implementações e também muitas aplicações. O processo irá reduzir significativamente os tempos de construção, custos e mão-de-obra. Ele provavelmente será usado para construir passagens de animais, viadutos, bem como muitos outros projetos arquitetônicos.
Projeto que pode ser usado concreto inflável.
O novo método de construção já está patenteado e tem recebido muito interesse de empresas ferroviárias, incluindo a Austrian Federal Railways (OEBB-Infrastruktur AG). O futuro da construção curva está se formando para ser talvez a inovação mais importante que a construção moderna tem visto em muitos anos.

Fonte: Engenharia É

Por que escrever um artigo científico?

É comum, principalmente na vida acadêmica, presenciar o desenvolvimento de pesquisas e artigos científicos. Muitos se perguntam sobre a importância de escrevê-los e acabam não se aprofundando no assunto, deixando de lado uma ótima experiência.

Embora seja cansativo, escrever um artigo permite aos autores o compartilhamento de informações e aprendizado contínuo, pois relaciona a busca por referenciais bibliográficos, que proporcionam conhecer vários conceitos, com o ambiente estudado que, por sua vez, vai apresentar características e até mesmo problemas; e cabe aos pesquisadores solucionar e explicar o objeto de estudo através de ferramentas e raciocínios.

Escrever um artigo envolve tempo. Cada tipo de pesquisa tem uma série de etapas a serem seguidas, para que o estudo seja bem fundamentado, e todas as etapas devem ser bem planejadas. Podem ser escritas individualmente, ou com vários autores, onde cada um dá sua contribuição, ocorrendo uma troca de ideias que deve enriquecer o conteúdo do trabalho.

Os artigos científicos visam apresentar soluções de problemas, criação de programas e ferramentas, estudos de caso, pesquisas, dados estatísticos e comparativos… Tudo isso com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da sociedade e enriquecimento de informações, pois geralmente os artigos vão ser muito úteis para outras pessoas estudarem.

Outra vantagem é que o ambiente de estudo sempre traz muitas informações importantes e vivências diferentes. Durante uma pesquisa, seja de campo ou não, a busca pelo material estudado proporciona contato com pessoas da nossa área de atuação, em diversos ambientes de trabalho, que permitem obter diversas experiências, contribuindo para o crescimento profissional e ampliação de contatos.

Quanto ao tempo de produção de um artigo, depende do que está sendo estudado e de quem está escrevendo. O ideal é gostar muito de escrever. No campo da engenharia existem vários temas de todas as áreas, basta buscar por aquele que mais desperta interesse. Podem ser objetos de estudo: empresas, grupos de trabalho, máquinas, equipamentos, materiais, propostas de melhoria, análises… Todos os tipos de estudos têm sua utilidade – muitas vezes são até relacionados, cabe aos autores dar boas contribuições para suas respectivas áreas de atuação.

Os destinos desses artigos são vários. Eles podem ser submetidos à revistas científicas online e impressas, eventos acadêmicos, simpósios, encontros, congressos, e-books e até mesmo se tornarem capítulos de livros. Vai depender da preferência dos autores sobre qual evento participar, da abordagem do assunto e da qualidade do material.

Analise uma causa, trace um objetivo, pesquise a bibliografia, escreva. Defina a metodologia do estudo, pois isso diz muito sobre o artigo. Descreva os resultados (relacione aos conceitos apresentados), e faça uma introdução e conclusão que deixe bem claro o que o trabalho define, e o que foi obtido através dele. Uma boa ortografia é fundamental, escreva com atenção.
Uma dica importante: sabe aquele trabalho feito na graduação (ou outra modalidade que você cursou ou esteja cursando), que exigiu muito do seu tempo e dedicação, foi cansativo, mas no final ficou um bom trabalho? Ele pode se tornar um artigo científico. Basta buscar uma orientação e adequar às normas, com introdução, referencial teórico, metodologia, resultados e conclusão. E, claro, tem que referenciar todos os conceitos de outros autores utilizados no trabalho.

E você, já pensou em pesquisar e escrever sobre os estudos feitos na áreas da engenharia?


Fonte: Blog da Engenharia