quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O sucesso depende mais da personalidade do que da inteligência, mostra novo estudo



A maioria de nós que não possuímos um cérebro do tamanho de Einstein, nos perguntamos: Sou realmente esperto o suficiente para realizar meus sonhos? Alguns de nós até mesmo recusou uma oferta ou não foi atrás de uma oportunidade pelo medo de simplesmente não ter  potência mental para ter sucesso.
 
Isso é uma vergonha, sugere um novo estudo conduzido pelo laureado com o Nobel, James Heckman e colegas, porque o QI não tem nada a ver com sucesso.

Personalidade supera inteligência

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pegaram dados sobre os testes de QI, resultados de testes padronizados, avaliações de personalidade de milhares de pessoas na Europa e América, de acordo com Faye Flam da Bloomberg. Eles então calcularam quão perto cada um desses fatores previu ganhos futuros. Qual porcentagem de sucesso futuro dependia do QI de uma pessoa? Somente 1-2 por cento.

E isso prova, que os índices de QI dificilmente importam quando se trata de sucesso. Então, quais características importam mais?

A equipe de pesquisadores concluiu que os traços de caráter, como a conscientização (em essência, o fato de você ter pego sua tabela periódica e estudado) e a abertura (que você estava curioso sobre química em primeiro lugar, por exemplo) são muito mais preditivos dos resultados da vida.

O estudo descobriu que as notas e resultados de realização de teste foram preditores melhores do sucesso do adulto do que pontuações do QI, e isso reflete não apenas a inteligência, mas também o que Heckman chama de” habilidades não cognitivas “, como perseverança, bons hábitos de estudo e capacidade de colaborar – em outras palavras, conscientização.

Em suma: “A personalidade conta muito”, segundo Flam.

Sim, você pode mudar sua personalidade

Isso é uma boa notícia para aqueles interessados em auto-aperfeiçoamento, porque enquanto o QI é amplamente fixo, a personalidade é mais maleável. Outra pesquisa de Heckman mostra que as intervenções da infância para ajudar as crianças a desenvolver os traços de personalidade certos para o sucesso pode ser útil.

Outros especialistas em psicologia argumentam persuasivamente que a personalidade não é destino. Fazemos um desserviço, observam, quando vemos nossa personalidade como fixa e inflexível. Na verdade, a ciência sugere que nosso caráter e comportamento podem ser drasticamente alterados por novas circunstâncias.

Então, pare de perguntar: “Eu tenho o cérebro para ter sucesso?” E começar a perguntar-se: “Eu tenho personalidade pra isso?”. E se a resposta for “agora não”, não fique muito desanimado. É possível mudar para melhor.

Fonte: Engenharia É

Como o uso de drones pode revolucionar a construção civil

No lugar de guindastes ou do esforço humano estão os drones. E entre as funções deste mecanismo podemos incluir a contribuição à Arquitetura e Engenharia evidenciada por um projeto, em fase de pesquisas e testes, em que eles são programados a “tecerem” verdadeiras estruturas, conectando elementos em diferentes construções. Isso porque cabos são presos a esses drones que, enquanto sobrevoam o local, vão construindo simples estruturas, e de um modo muito prático.
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Imagem: Dezeen

O arquiteto Ammar Mirjan, que faz parte da Gramazio Kohler Research, a área de pesquisas da empresa de arquitetura suíça Gramazio Kohler Architects, prevê que em um futuro bem próximo será possível expandir estes experimentos para situações reais. Os experimentos com os drones são feitos em conjunto com um grupo de pesquisas do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zürich), mais precisamente um grupo de pesquisas do professor Raffaello D’Andrea, do Instituto de Sistemas e Controle Dinâmico da ETH.
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Imagem: Dezeen
Os drones têm a possibilidade de chegar a regiões de difícil acesso, como sobre rios ou penhascos, o que faz com que a utilização destes novos mecanismos seja vista com bons olhos. Mirjan acredita também que mesmo ajudando na construção de estruturas, os drones não representam uma concorrência desleal para outros métodos já existentes, se tornando um complemento e um aliado nas construções, por exemplo.
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O arquiteto Ammar Mirjan Imagem: Dezeen

Drones na construção civil

Atualmente os drones, também conhecidos como veículos aéreos não tripulados (VANTs), já são utilizados como colaboradores na construção civil, mas na captura de imagens, o que permite, por exemplo, observar o andamento da construção de um empreendimento com imagens do canteiro de obras. E suas possibilidades de utilização têm aumentado a cada dia, sendo visto até mesmo como uma ferramenta de inspeção, como um sensor termal que apontaria anomalias a serem sanadas a partir da identificação da alteração na temperatura em pontos de uma estrutura.
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Imagem: Home Decore
O uso dos drones gera muitos debates, seja pela legalização deste mecanismo como até mesmo pela questão da privacidade que estaria ameaçada com a utilização dos mesmos. Como vantagens, o maior alcance, a logística facilitada e a economia financeira possibilitada são destaques frente a outros veículos como as aeronaves ou helicópteros.
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Imagem: Leo Munhoz / Agencia RBS
O assunto gera inúmeros debates, até pelos diferentes modos de utilizar os drones, uma vez que surgem cada vez mais novas possibilidades, com potencial para integrarem os métodos de construção civil em um futuro não muito distante.
E você, o que pensa sobre esta possibilidade, acredita que será a cada dia mais viável a utilização dos drones ou um risco frente aos mecanismos hoje utilizados?
Referências: Dezeen, Concrete Show

Fonte: Blog da Engenharia

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Técnica brasileira pode transformar bagaço de cana em carvão ativo



Transformado pela nanotecnologia, que manipula objetos na escala dos átomos, o bagaço que sobra da moagem da cana-de-açúcar pode dar origem ao carvão ativo, um dos principais componentes dos sistemas de purificação da água e do ar. O método, desenvolvido por brasileiros, também produz uma cobertura especial de partículas de prata no carvão ativo, com capacidade antimicrobiana (eliminando, por exemplo, bactérias nocivas da água).

“O trabalho surgiu a partir da demanda de uma usina de álcool, que tinha interesse em dar um destino mais adequado ao bagaço, de preferência produzindo algo com valor agregado”, explica o químico Mathias Strauss, do LNNano (Laboratório Nacional de Nanotecnologia), que fica em Campinas (SP).

Com efeito, das mais de 600 mil toneladas anuais da safra brasileira de cana, um terço corresponde ao bagaço da planta após a produção de álcool e açúcar. Já existem iniciativas para usar esse excedente de matéria orgânica como fonte de energia ou para a produção do chamado etanol de segunda geração (obtido a partir das partes quimicamente mais “duras” da planta), mas em escala relativamente modesta.

Por outro lado, o bagaço seria uma matéria-prima interessante para a obtenção do carvão ativo (ou ativado), material produzido fora do país, a partir de fontes como cascas de coco ou ossos.

O primeiro passo para obter o carvão ativo é a queima incompleta da matéria-prima, seguida de um tratamento químico que produz no material queimado uma grande quantidade de minúsculas porosidades (no caso da pesquisa brasileira, da ordem de poucos nanômetros, ou bilionésimos de metro, de diâmetro).

Tais buraquinhos microscópicos no carvão ativo funcionam, grosso modo, como um sorvedouro, permitindo que partículas poluentes, em especial as moléculas orgânicas, sejam adsorvidas (ou seja, fixadas) na superfície do material, pelo qual possuem afinidade química. É óbvio que a capacidade de adsorção do material é limitada –após certo tempo, é preciso trocá-lo.

Coube aos pesquisadores brasileiros otimizar um coquetel adequado para produzir as porosidades no bagaço de cana queimado, com a quantidade e o tamanho desejados para um carvão ativo eficiente. O trabalho rendeu o depósito de uma patente, em parceria com a usina de cana.

“Do nosso ponto de vista, no estágio de bancada, é uma tecnologia praticamente pronta. É preciso agora o interesse empresarial para que ela ganhe uma escala maior”, diz Strauss. Enquanto isso não acontece, testes de campo da tecnologia já estão sendo feitos em território chinês, por meio de uma parceria organizada pelo Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia.

Em túneis da rede viária da cidade de Xangai, o carvão ativo brasileiro está servindo para retirar parte dos poluentes que ficam parados no ar naquele espaço reduzido. Outras aplicações incluem o tratamento de esgoto e o de água para consumo humano.

A equipe do LNNano também descobriu como recobrir o carvão ativo com aglomerados de prata, que possuem atividade antimicrobiana. “Por ser uma tecnologia cara, é algo mais adequado para filtros domésticos ou aplicações médicas”, diz o especialista em nanobiotecnologia Diego Martinez, que também participa da pesquisa.

Nesse caso a produção industrial do carvão ativo “turbinado” não está tão próxima porque é preciso analisar melhor os efeitos dos aglomerados nanométricos de prata sobre o ambiente. De fato, estruturas na escala nanométrica têm propriedades químicas pouco usuais e às vezes potentes, o que demanda cautela.

Fonte: Engenharia É